Não vou fazer aqui nenhuma análise complicada, mas apenas observar os números para avaliar do que estamos falando.
De modo regular, provavelmente quando a pauta escasseia, vemos matérias sobre a “explosão da música digital”, para ficar em um termo provavelmente pré-programado em algum Word 2007, Newspapers edition. E, como estamos na “era da mobilidade”, o celular sempre aparece. Com 100M de usuários, o full track - o dowload da música completa - seria capaz de gerar receitas para operadoras, desenvolvedoras e ainda prover um novo modelo de negócios para a indústria fonográfica.
Vou deixar de lado agora o fato de as operadoras cobrarem pelo menos 4,00 o Mb (13,00 no caso da TIM!!!); de uma faixa com qualidade de 64 Kbits possuir qualidade superior somente ao seu radinho AM, e ainda assim ocupar pelo menos 1Mb; e de a indústria fonográfica provavelmente não estar muito interessada nesta conversa de novo modelo de negócios.
Então, aos tais números, não são muitos:
Um acréscimo em torno de 1% na receita de dados como share da receita bruta de serviços equivaleria a aproximadamente 60% de todo o faturamento da indústria fonográfica no Brasil. Não me parece muito um mercado que mereça concentração de investimentos. Então, eu não me surpreenderia se descobrisse que as operadoras parecem mais interessadas em outros assuntos.
