Eu tenho uma nova tecnologia, e agora?

abril 18, 2007

Ou, divagando sobre o desenvolvimento do mercado de mobilidade.

Meu trabalho é essencialmente comercial. Trabalho com novas tecnologias, mais especificamente, tecnologias móveis. Marketing móvel. Ou, em português, mobile marketing. E, por isso, não posso me preocupar apenas com técnicas de venda. Na maior parte do tempo é preciso desenvolver todo o processo: da apresentação da tecnologia ao mercado; a identificação dos participantes-chave para a divulgação da tecnologia e suas vantagens; a realização de ações com empresas early-adopters, capazes de se satisfazerem e divulgarem os benefícios (venda sua nova tecnologia para alguém da maioria conservadora e seu produto já era); a criação de uma rede de informação; a educação; e, por fim, a venda.

Não é pouco trabalho. Para dar um exemplo, comecei a trabalhar com os dispositivos de bluetooth/infravermelho no início do segundo semestre de 2005. Com os códigos de barra no celular, no início de 2005. E somente agora começamos a ver resultados.

Mas, bem, como disse, não é pouco trabalho. E, por isso, não posso me fiar no Og Mandino como literatura de vendas. É importante uma abordagem mais cientifícia. Na verdade, estamos falando de vendas, de contato, de interações sociais. É importante entendermos a sociedade em que estamos inseridos e o padrão cultural e de interações de seus indivíduos, se queremos ser bem sucedidos com uma nova tecnologia.

Tendo dito isto, gostaria de elaborar um pouco mais sobre recente análise, tendo como base perfis padrão de usuários de celular, e questões culturais inerentes a sociedades periféricas.

(referências no texto: Og Mandino, The Greatest Salesman in the World / Early-adopters)


Mobile music?

março 27, 2007

Não vou fazer aqui nenhuma análise complicada, mas apenas observar os números para avaliar do que estamos falando.

De modo regular, provavelmente quando a pauta escasseia, vemos matérias sobre a “explosão da música digital”, para ficar em um termo provavelmente pré-programado em algum Word 2007, Newspapers edition. E, como estamos na “era da mobilidade”, o celular sempre aparece. Com 100M de usuários, o full track – o dowload da música completa – seria capaz de gerar receitas para operadoras, desenvolvedoras e ainda prover um novo modelo de negócios para a indústria fonográfica.

Vou deixar de lado agora o fato de as operadoras cobrarem pelo menos 4,00 o Mb (13,00 no caso da TIM!!!); de uma faixa com qualidade de 64 Kbits possuir qualidade superior somente ao seu radinho AM, e ainda assim ocupar pelo menos 1Mb; e de a indústria fonográfica provavelmente não estar muito interessada nesta conversa de novo modelo de negócios.

Então, aos tais números, não são muitos:

  • Em 2005, a indústria fonográfica nacional faturou R$850 milhões (vou considerar que o faturamento não avançou muito em 2006)
  • Ao mesmo tempo, em uma aproximação realista, a receita bruta de dados das operadoras no país já deve estar em torno de R$4 bilhões
  • Ou seja, toda a indústria fonográfica do país representa pouco mais de 20% da receita de dados das operadoras.
  • Um acréscimo em torno de 1% na receita de dados como share da receita bruta de serviços equivaleria a aproximadamente 60% de todo o faturamento da indústria fonográfica no Brasil. Não me parece muito um mercado que mereça concentração de investimentos. Então, eu não me surpreenderia se descobrisse que as operadoras parecem mais interessadas em outros assuntos.


    You’ve been invited

    março 16, 2007

    http://www.lost.eu/306ac


    Fring

    março 12, 2007

    Alguns softwares me dão uma satisfação enorme. E isso é bom, pois equilibra o uso do Office. Há um tempo estou tentando usar voip no celular. Mensageiros instantâneos também. Não gostei de nenhuma solução. iSkoot e Jajah são algumas soluções de voip no celular às quais dediquei mais tempo. Parece que o Truphone é uma boa opção, mas ele se recusa a reconhecer meu telefone.

    O problema é que sempre tem um truque – em geral ou é callback ou você tem que deixar o Skype ativo em seu computador.

    Até que achei este aqui: Fring. Fring funciona apenas no celular e realiza a chamada diretamente. Este aplicativo é, na verdade, um integrador de aplicativos de comunicação. Ele provê a conectividade e a interface, você adiciona os comunicadores que utiliza normalmente. Por enquanto, Fring dá suporte a MSN, Yahoo, Skype e Jabber. Isso quer dizer que ao ativar o aplicativo eu encontro na minha tela meus contatos integrados em um único local, podendo optar por iniciar a comunicação por meio de chat, Skype, Skype Out ou telefone.

    Funciona muito bem em termos de qualidade de voz e interface de chat. Pode melhorar muito, mas está excelente para um release beta.

    Mas, claro, só é interessante se puder se conectar a uma rede wifi. Do contrário, vai sair mais caro que interurbano pra Indonésia na hora do almoço.


    Mobile Web Server III

    março 12, 2007

    O endereço de meu mobsite: http://terence.reis.at.openlaboratory.net:8080/. Está hospedado em meu celular (N80, Symbian 3ª edição), rodando Apache e Python. Como estou modificando o layout, o site estará disponível a partir de 3ª feira, apenas (13/03).

    Eu vejo muitas vantagens no futuro e algumas possíveis aplicações no presente para um servidor web móvel. Mas, no momento, são três os desafios: custo, bateria e segurança.

    Com o preço do Mb a 13 reais (TIM) fica difícil ser liberal com o tráfego de dados no celular. Eu estou usando acesso Wi-Fi para evitar este custo. Isto significa que o site será acessível apenas quando estiver em casa (BH) ou no escritório.

    Para quem quiser conversar sobre as aplicações, é só me mandar um email.


    Mobile Web Server II

    março 12, 2007

    O nome do projeto é Raccoon, e está hospedado no Source Forge (link). É uma iniciativa da Nokia, open source. Você pode saber mais aqui. Se quiser instalar, irá precisar de um gateway. O projeto pode lhe fornecer uma conta, é só pedir.

    Agora, por que um servidor rodando no celular? E o que acontece?

    A primeira coisa que vai notar é que há acesso direto ao telefone. E a tudo. Quem acessar meu mobsite vai encontrar várias restrições, mas em tese eu poderia ter liberado acesso a todo e qualquer conteúdo lá armazenado: mensagens, logs de chamadas, contatos, imagens, softwares, calendário, arquivos de sistema, etc. Aliás, aproveitei e fiz backup de tudo.

    E assim como há acesso ao conteúdo, você também pode acessar as funções. Por exemplo, você pode pelo site me contatar e pedir para eu tirar uma foto. Esta foto será transmitida imediatamente pela web e você verá o que estou vendo. Ou você pode, pelo site, me enviar uma mensagem – instantânea, e a mensagem aparece na tela, ou não, e a mensagem vai para a caixa de entrada.

    Você pode também ativar a função de bluetooth do celular remotamente e detectar os endereços de bluetooth que estejam na área de contato do aparelho.

    Ou você pode saber onde estou apenas acessando o endereço na web.

    Além disso, eu posso criar mobsites de acordo com o perfil selecionado em meu telefone (se estou em reunião, posso deixar a página com acesso a mensagens).

    Uma função interessante desenvolvida é a integração do browser (desktop) com o celular. Você pode selecionar um número de telefone na página e ligar direto de seu browser – ou enviar um SMS. Funciona com Firefox apenas e precisa do plugin Greasemonkey. Link.


    Mobile Web Server I

    março 12, 2007

    Ou: para não ficar só na introdução.

    Meu telefone virou um servidor. Literalmente. Estou com Apache e Python instalados. E me divertindo. Ainda não descobri como transformar isto em negócio – mas a sensação de ter aberto uma porta muito interessante é forte. Clique aqui para acessar meu mobsite (convencionou-se chamar mobsites os sites hospedados em um servidor web móvel) e entender melhor.


    Hello world…

    agosto 19, 2006

    Nota: apesar da data acima, este post foi escrito no dia 11 de março de 2007.

    Primeiro post. E o terceiro blog. Sem contar websites (Geocities e Tripod, no melhor estilo web 1.0). Li em alguma tira um comentário sobre blogs que melhor corresponde ao que se passa. Se vai perder seu tempo escrevendo em um blog, faria melhor se pendurasse notinhas na geladeira – pelo menos teria mais leitores. Acho que foi Get Fuzzy. Tem tempo isso.

    Porém, parece que ter um blog hoje é importante em termos comerciais. Minha obrigação seria não só saber que é, mas também saber como fazer seu conteúdo ter mais valor que um post it na geladeira. No mínimo melhoro meu ranking no Google. Já é algo.

    Espero ser mais criativo. Hoje no blog do Seth Godin ele falou a respeito de ninguém ler o que você escreveu. E com sessenta milhões de blogs por aí, tem muito post não lido. Gênio. É claro que dos 100 trackbacks do texto, 110 usavam ele como eixo do primeiro post. Eu, pelo menos, falei da geladeira.